A Luz Preta

Livro I · A Trilogia da Luz Preta

pedra · vida · nome

Antonio Capobranco

role para descer ao rio↓

A obra em um fôlego

Um escravo sem nome cresce à beira do Nilo acreditando, no fundo secreto de si, ser alguém — talvez um rei.

Uma princesa que vê o que os outros não veem o reconhece, e guarda o nome dele como quem guarda um segredo. Um homem vindo de além do deserto lhe confirma o sonho: és rei.

É verdade — e é uma armadilha.

Quando ela se torna Rainha e parece já não amá-lo, ele foge no mar, embarcado nas cinco naus de uma grande expedição ao sul. Só então descobre a verdade sobre quem é. E, quando tudo desaba, uma vela aparece no horizonte.

O mundo

Dois mundos que quase nunca se tocam

Fantasia enraizada na história real do Egito de Hatshepsut, no auge do Império Novo. Tebas ergue-se em dois planos separados por uma ladeira de terra batida.

O ALTO — o palácio-templo

Os muros, os pátios, as colunas pintadas, os anos contados no barro para que não morram com as bocas que os dizem. Amón reina em Karnak; o faraó reina sob Amón; e sob o faraó, uma escada inteira de gente que manda em quem está um degrau abaixo. É o mundo de Hat.

O BAIXO — o rio

O Nilo e os que servem — as mãos que carregam para que outras mãos não precisem. É onde o aguadeiro desce buscar água, e o único lugar em que fica só. Ali ele achou a pedra. Ali fica a casa de pedra preta, mais antiga que a cidade, que a cheia nunca leva.

Entre os dois, a ladeira: desce vazio, sobe cheio. É lá embaixo, longe de todos os olhos, que a princesa e o escravo — vindos de mundos que jamais se tocam — se encontram. Não é documentário: é lenda apoiada em pedra real.

O mistério que sustenta tudo

A Luz Preta

«A luz é mais forte quando dois estão perto um do outro.»

Por isso ela dormiu a vida inteira, aparecendo apenas em lampejos fracos — às vezes, com a lua, e ninguém sabe por quê.

A ônix é o corpo verdadeiro: o khat, a primeira das partes da alma no pensamento egípcio. A carne é de empréstimo; a pedra precede a carne e lhe sobrevive.

A pedra que o menino acha no rio não é objeto qualquer. Saltou-lhe aos olhos como salta um rosto conhecido no meio da multidão. Ele não a encontrou — reconheceu-a.

Por que a luz vem com a lua?
Ninguém saberá. Nem Hat. Nem você.

Quem habita esta história

As vozes de Tebas

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Kun

Ônix · o menino de ninguém

Escravo estrangeiro, aguadeiro do palácio, vendido pequeno pelo próprio pai. Cresce sem nome nem origem — de todos, de ninguém. Belo de um modo que se paga: foi por ser o mais aparente que o venderam.

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Hat

Hatshepsut · a que vê longe

Filha do faraó, princesa criada no palácio-templo, temida pelo dom que a corte sussurra ser favor de Amón. Vê o menino quando ninguém o vê, e guarda o nome dele arriscando a própria posição. Não é resgatada: é quem resgata.

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A Ama

A que lê presságios

A velha ama de leite que criou Hat ao peito — a única na corte sem medo de uma menina que vê longe. Lê o que vem nas coisas, teme o que sobe do deserto e cala o que sabe. Vê o que virá; Hat vê o que é.

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O Homem do Deserto

O caçador · a cobiça

Vindo de além das areias, conhece toda a história de Kun. Volta em dois tempos: caçador silencioso na infância, sedutor mais tarde. Sua arma mais afiada não é a força — é a verdade, usada como isca. E a semente que planta segue corroendo por dentro, mesmo depois que ele parte.

⊘

Banuk

O pai

Vendeu o filho mais belo, crendo — à sua maneira torta e ignorante — que separar era salvar. Amor sem saber amar. Nunca foi rei: a coroa que o filho sonha veio de outro lugar.

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…?

Guardado para o fim

E, no último capítulo, um segredo que parte o livro ao meio — e muda tudo o que você julgava saber sobre quem é o menino sem nome. Sobre ele, por ora, o silêncio é uma promessa.

A jornada do Livro I

Do rio ao mar aberto

O menino sem nome

De todos, de ninguém. Um nome antigo, guardado para dentro: Mankun.

A princesa que desce

Hat o reconhece e guarda o nome dele — uma dívida antiga começa a ser paga.

O homem que veio do deserto

A lisonja da coroa. A verdade oferecida como isca: és rei.

A coroa que corrói

O mito de si o transforma. O menino de ninguém ganha uma coroa imaginária.

O amor que parece findar

Hat se torna Rainha e parece já não amá-lo — e é na aparência que ele se perde.

As cinco naus

Marinheiro poliglota, foge pelo mar rumo ao sul, ao desconhecido.

O trono vazio

Na praia do sul, a verdade inteira sobre de onde ele vem — e o que herda.

A vela no horizonte

Quando tudo desaba, uma vela aparece. Ela o seguira.

Os dezoito capítulos

  • IO Menino que Não Sabia seu Nome
  • IIA Casa à Beira do Rio
  • IIIO Que o Rio Não Leva
  • IVO Homem que Veio do Deserto
  • VA Paciência da Areia
  • VIA Noite em que a Pele Acendeu
  • VIIO Segredo de Dois
  • VIIIO Homem que Voltou Sorrindo
  • IXA Coroa na Cabeça de um Menino
  • XO Rapto
  • XIOs Anos de Tebas
  • XIIA que Vê Longe Sobe
  • XIIIA Rainha
  • XIVO Amor que Parece Findar
  • XVAs Cinco Naus
  • XVIA Verdade da Madrasta
  • XVIIO Trono Vazio
  • XVIIIÔnix — Aquele que Reina

A obra maior

Três livros. Três partes da alma.

Três revelações que rimam sem se repetir.

ÔNIX
Livro I · a pedra
o corpo — o khat
ser rei
KA
Livro II · a vida
a força vital
ter um irmão
REN
Livro III · o nome
a alma
escolher o amor

pedra · vida · nome

Livro I disponível em edição digital. KA e REN, a caminho.

O autor

Antonio Capobranco

Professor, terapeuta e eterno aprendiz. Sua trajetória atravessa três mundos aparentemente distantes — a língua e a cultura italiana, o Tai Chi Chuan tradicional e a terapia miofascial — unidos por uma convicção simples: transformação real acontece quando corpo, mente e propósito caminham juntos. Vive e escreve em Imbituba, Santa Catarina.

Capobranco Edições · Edição do autor · ISBN 978-65-02-31992-5

www.capobranco.com.br

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